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Blusa high-tech apresenta imagem subliminar

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL82569-6174-6181,00.html

Tecnologia utiliza camada que não é vista por olho humano, apenas por câmera digital. Novidade poderia ser utilizada em roupas, cartazes e filmes.

 

A empresa kameraflage resolveu aproveitar a grande utilização das câmeras digitais, cada vez mais presentes do dia-a-dia das pessoas — principalmente com a sua inclusão em telefones celulares – para apostar em mensagens que só podem ser vistas através do aparelho.

Isto é possível porque as câmeras digitais vêem um espectro da luz mais amplo que os olhos humanos. Ao colocar conteúdo em uma blusa, por exemplo, em uma segunda camada nessas cores invisíveis para o olho, a câmera digital consegue registrar a imagem.

Um exemplo de aplicação está no vestuário -– mensagens e desenhos escondidos podem ser aplicados nas roupas, aparecendo apenas quando vistos através de uma câmera digital. Segundo o site da empresa, a aplicação dessa camada invisível pode ser muito utilizada por pessoas que usam uniformes para trabalhar e estudar, por exemplo, mas querem impor alguma característica pessoal à roupa. Qualquer câmera digital, sem necessidade de software ou adaptação, pode registrar as imagens escondidas.

Divulgação

Aplicando a técnica em filmes, por exemplo, seria possível mostrar legendas apenas para as pessoas que desejassem. Bastaria que essas utilizassem o visor da câmera para ver as imagens –- algo um pouco incômodo, mas que permite que diversas pessoas vejam juntas um filme de maneira diferente. Sem a câmera, nenhuma legenda apareceria e o filme continuaria igual.

A propaganda também pode se beneficiar. Alguns locais, como museus e localizações históricas, não podem ter anúncios nem marcas. Com a kameraflage, esses dados ficariam invisíveis e não alterariam a paisagem, aparecendo apenas na câmera digital para atingir o público –- esta possibilidade pode ser um pouco controversa, por “poluir” as fotos, e ainda precisa ser estudada e desenvolvida.

A aplicação mais viável parece ser mesmo no vestuário, algo mais pessoal. O primeiro protótipo foi apresentado por uma modelo na Semana de Moda de Paris, em 2006, e a empresa planeja divulgar outros desenhos em breve.

Rádio digital: a decisão brasileira

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7421,00.html

Será que estamos correndo o risco de escolher uma tecnologia proprietária para usar como padrão nacional de rádio digital?

Paira sobre Brasília mais uma decisão fundamental para o futuro da vida digital no Brasil: qual padrão digital adotar para as estações de rádio do futuro? Rolou uma ameaça de que o padrão seria decidido de sopetão na última quarta feira. Não foi. Ainda bem. Porque levamos anos debatendo o padrão de TV digital, processo que passou de um governo para outro, face aos apelos da sociedade por mais debate, esclarecimentos e transparência.

No caso de rádio digital, parece estar faltando uma conversa mais ampla, nacional, aqui fora, pra muito mais gente participar da decisão e compartilhar dos erros e acertos que inevitavelmente se comete nestes casos. Não vi nenhum documento resumindo a discussão, muito menos notícia de que uma decisão de tão grande importância para o futuro da convergência digital no Brasil vá entrar em debate através de audiências públicas, nacionais.

Como foi o caso da TV digital, que contou com ampla participação da sociedade e, mais especificamente, da indústria e academia. Muito menos tenho notícias de documentos nacionais como este aqui, australiano, e este outro, europeu, que nos façam entender um pouco mais do processo ou da decisão.

Rádio digital é um mercado gigantesco e o impacto do padrão escolhido pode ser tão grande quanto o de TV digital. Será que não deveria, portanto, estar sendo discutido de forma mais transparente? Será que é a ressaca do debate ao redor do padrão de TV digital? Será que é por isso que não organizamos uma ampla consulta pública como a França fez?

Falando nisso, e por alto, porque não há detalhes do processo, porque é que estamos escolhendo (pelo que parece) IBOC, americano, ao invés de DAB+, que faz uso de parte do padrão MPEG4 que já escolhemos para a TV digital aqui? Aliás, a codificação de áudio AAC+ (de MPEG4) é uma evolução (aberta) do que se usa em iTunes/Pods, sucesso mundial sob qualquer aspecto… Ainda mais, um passarinho me soprou que estamos indo (se é que estamos mesmo…) para IBOC AM, que as avaliações mundo afora dizem ser inferior a IBOC FM… Por que, mesmo?

Independentemente de detalhes que diferenciam IBOC AM e FM, será mesmo que o país vai cair de novo na armadilha (como nos celulares CDMA…) de escolher um padrão de rádio que é proprietário de uma empresa, que cobra royalties por estação?… No que faz, aliás, muito bem: é o modelo de negócios dela. O problema é nós ficarmos dependentes disso. O que deveria me levar a concluir que, se a direção for esta, o país não aprende nunca. Além do mais porque o mundo parece estar escolhendo DAB+.

Rádio digital é parte essencial da discussão e da plataforma de convergência digital. Rádio digital não é áudio. Pode ser imagens, mapas, jogos, software. Rádio digital é digital, não é rádio. Rádio digital é software.

Rádio digital é uma imensa janela de oportunidade, que deveríamos aproveitar para fazer o que não fizemos no caso de TV digital: escolher um padrão com chances de ser verdadeiramente mundial e usá-lo sem modificação alguma aqui, exigindo como contrapartida nossa participação no desenvolvimento e propriedade intelectual de sua próxima versão. Isso sim é negócio. Do tamanho do Brasil. E ainda há tempo. A alternativa é continuar andando pra trás, mesmo que aparentando seguir em frente.

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