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Origem do Nome “JESUS”

Texto de autoria de Shaul Bension publicado no grupo Torah Viva
Inserido no BatataFrita por Wanderley Monteiro

 Agora vamos para o SUBSTANTIVO “Jesus“, do ponto de vista PURAMENTE
LINGÜÍSTICO: É uma tentativa de transliteração e adaptação
lingüística do nome Yeshua. Vou explicar MAIS UMA VEZ como se formou:

Yeshua -> Yesua (o grego não tem o fonema /sh/, portanto foi adotado
o fonema /s/)
Yesua -> Iesua (nenhuma mudança aqui, apenas uma grafia diferente)
Iesua -> Iesous (o sufixo ‘a’ no grego é feminino. Seria equivalente
alguém dizer hoje a um brasileiro: “vamos seguir a Renata, o
messias”. Seria motivo de piada. O sufixo masculino no grego é ‘ous’)

Até aqui vimos como o nome hebraico foi transliterado para o grego.
Agora vamos ver como o grego foi transliterado para o latim:

Iesous -> Iesus (no latim, o sufixo masculino é ‘us’ e não ‘ous’)

Agora, vamos ver como do latim Iesus chegamos ao português:

Iesus -> Jesus (em algumas línguas latinas, a grafia da semi-
vogal /y/ é feita através da letra ‘J’ – isso existe até hoje em
algumas vertentes do espanhol. Não haveria alteração fonética neste
caso)

Jesus -> Jesus (com a alteração fonética influenciada pelo fato de
que muitas línguas latinas trazem na letra J o fonema /j/, o fonema
sofreu alteração)

Pronto! É simples. Nenhuma conspiração dos iluminati. Nenhuma
sociedade secreta movendo pauzinho. Nenhuma influência da opus dei.
Nenhum deus-cavalo sendo glorificado. Nada. Apenas transformações
lingüísticas puras e simples.

Infelizmente, os autores das teorias conspiratórias às vezes até são
bem intencionados, mas são pessoas sem NENHUMA formação em letras
(ser poliglota não conta – é preciso entender de lingüística), que
acabam dizendo uma sucessão de besteiras por conta de uma ou outra
coincidência de grafia. Lamentavelmente, o fazem sem qualquer
respaldo de um profissional de Letras. E quando apresentamos o que
apresentei acima, explicando CONCRETAMENTE a origem etimológica, eles
engasgam. Não têm respostas. Sim, porque não existem as respostas que
eles procuram. Nos meios messiânico e nazareno, essas teorias
conspiratórias ganharam força.

Por que?

Porque o ser humano ADORA teoria da conspiração. ADORA achar que
desmascarou um “sutil plano de HaSatan.” Infelizmente, como diz o
chaver Pedro, acabam, de tanto procurar, encontrando pêlos em ovos.
Aliás, neste caso aqui, encontram uma vasta cabeleira.

Querem ver como é fácil arrumar uma teoria da conspiração sem sentido?
Peguemos o nome Rafael. Nome bíblico que quer dizer “El cura”.

Alguém sem conhecimento de línguas poderia dizer o seguinte:
Ra -> deus-sol do Egito
Fa -> abreviação de ‘falo’, vem de um culto à masculinidade
El -> vem de ‘Pinel’, mostrando que seus seguidores eram loucos

Pronto! Voilá! Está armada a nossa teoria da conspiração. Sucessão de
baboseiras, evidentemente. Mas alguém que não conhece etimologia
poderia acreditar nisso. Aliás, poderia não, acredita. Porque as
teorias conspiratórias acerca do nomeJesus‘ são até piores, em
termos de lógica e evidências concretas, do que a nossa invencionice
acima.

Alguém poderia argumentar que nomes não sofrem tradução. Que quando
alguém vai aos EUA, o nome dele continua sendo João, José ou qualquer
outro nome. Só que isso é um conceito moderno. E mesmo assim não é
100% difundido. Alguém aqui chama o papa atual de Benedictus XVI? Mas
enfim, até poucos séculos atrás, não havia esse conceito. A coisa
mais comum era um nome ser adaptado de um idioma a outro.

Quanto ao termo “Cristo”, ao contrário do que foi postado aqui, NÃO É
uma transliteração, mas sim uma tradução. Transliterar é tentar
adequar uma palavra a outro idioma, correspondendo os fonemas
originais à grafia no idioma destino. Exemplo: “uârc” é uma
transliteração para o português da palavra “work”, no inglês.

Indústria do “limpe seu nome” suja o devedor

http://www.serasa.com.br/serasalegal/04-jan-02_m1.htm

Thélio de Magalhães

A crescente proliferação da indústria do “limpe seu nome” preocupa as autoridades policiais, judiciais e empresas de serviços de proteção ao crédito. Milhares de certidões, despachos e decisões judiciais falsificadas são emitidas todos os meses, em uma tentativa de retirar as informações negativas de bancos de dados das instituições especializadas.

As fraudes se repetem não somente no Estado de São Paulo – que concentra 50% do movimento forense do País – mas em todas as unidades da Federação.
Em decorrência, milhares de desavisados, que caem nas malhas de autênticas “arapucas” montadas para o cometimento desse tipo de fraude, passam também a constar dos registros criminais.

As vítimas são atraídas por anúncios em jornais, cartazes colocados nos meios de transportes coletivos ou panfletos distribuídos nas ruas. Os endereços nunca aparecem, mas apenas telefones para contato. Assim, os autores das falsificações dificilmente são desmascarados. Todavia, os “beneficiados”, cujos nomes e demais dados constam dos documentos fraudados, são facilmente identificados. O resultado imediato é o indiciamento em inquéritos policiais, por crimes à fé e à administração pública, puníveis com severas penas de prisão.

POLÍCIA CIENTÍFICA
A Serasa, o maior banco de dados da América Latina, para detectar com presteza esse tipo de fraude, montou um verdadeiro departamento de polícia científica em sua sede central, em São Paulo. O trabalho é desenvolvido por uma equipe de peritos grafotécnicos e documentologistas, e redundou na gradual diminuição dessas ocorrências.

Assim, em 1998 foram registrados 1.806 casos de falsas certidões de protestos e documentos diversos. Em 1999 essa cifra caiu respectivamente para 1.025 e, em 2000, para 914. As estatísticas da Serasa do primeiro semestre deste ano demonstram que a queda continua. Apesar do aumento da inadimplência, foram registradas, no período, 414 ocorrências.

OS CAMINHOS DA FRAUDE
Os documentos falsos são entregues por “boys”, nos guichês do Serviço Gratuito de Orientação ao Cidadão, mantido pela Serasa, no 14º andar do prédio Conde Prates, na capital paulista, à rua Líbero Badaró, 293, e em todas as agências da empresa nos Estados. Os mensageiros são substituídos com freqüência e os crachás que exibem são falsos.

Silvânio Covas, Superintendente Jurídico da Serasa, assinala que as fraudes mais usuais se referem a falsificações de assinaturas de magistrados em impressos do Poder Judiciário, alguns autênticos, outros forjados. Quando se trata de decisão judicial, as entidades de proteção ao crédito têm prazo de 24 horas para efetuar as exclusões.

Assim, inicialmente, é providenciada a baixa e, só posteriormente, dada a urgência, apurada a autenticidade do documento. Constatada qualquer irregularidade, a própria autoridade que pretensamente o emitiu instaura os procedimentos cabíveis. Os primeiros atingidos são as pessoas apontadas como “beneficiárias” que são indiciadas em inquérito.

A Serasa mantém, ainda, um sistema automatizado para confrontar as assinaturas de todos os tabeliães de protesto do Brasil. A providência inicial, no caso de certidões, é a verificação da autenticidade das assinaturas pelos peritos, por meio de confrontos. Quando se constata a falsidade, a certidão é enviada ao cartório de origem, pois cabe a ele a iniciativa de instaurar os procedimentos adequados.

O avanço tecnológico tem facilitado o trabalho dos falsificadores. Documentos legítimos são escaneados e dados alterados no computador. Outras vezes, impressos oficiais em branco são integralmente preenchidos. As fraudes mais grosseiras são de fácil identificação, mas outras só podem ser detectadas com aparelhos óticos e avançadas técnicas.

Existem fraudes que são praticadas diretamente nos cartórios de protestos, aos quais são apresentadas falsas cartas de anuência, em que, pretensamente, os credores dão quitação ao devedor. O mesmo expediente é usado com o Banco Central (BC) e estabelecimentos de crédito para “limpar a ficha” de emitentes de cheques sem fundos. Nesses casos, a falcatrua só é descoberta quando os credores prejudicados pedem aos serviços de apoio ao crédito informações sobre as baixas em seus registros. Somente a Serasa recebe cerca de 3.500 ofícios judiciais por mês.

OAB VIGILANTE
O Presidente da Comissão de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo (OAB-SP), Jorge Eluf Neto, ressalta que a entidade – com 170 mil profissionais inscritos em seus quadros –, sempre que recebe denúncia sobre o envolvimento de advogados nesse tipo de fraude, instaura procedimento sigiloso para a apuração dos fatos.

A comprovação da denúncia pode resultar na expulsão dos quadros da OAB. A entidade também não mantém estatística sobre esse tipo de ocorrência. Entretanto, no ano passado, a Comissão julgou 5.201 processos envolvendo vários aspectos do exercício profissional irregular. Um terço das denúncias foram consideradas infundadas. No total, foram aplicadas 790 punições. Receberam pena máxima de exclusão dos quadros da OAB 42 advogados. Outros 302 sofreram penas de censura e advertência. Os demais 446 punidos recorreram da decisão e os processos estão em fase de revisão.

Entretanto, não obstante a atuação da OAB, as entidades de apoio ao crédito continuam constatando o envolvimento de advogados na “indústria do limpe seu nome” em todo o País. Recentemente, foram presos em flagrante, no Paraná, dois advogados quando recebiam dinheiro de incautos. No mesmo Estado, uma funcionária da Junta Comercial foi presa em flagrante quando entregava um ofício falso a um agenciador.

SELO DE AUTENTICIDADE
Várias sindicâncias estão em andamento na Corregedoria-Geral da Justiça em São Paulo para apurar responsabilidades na emissão de documentos falsos do fórum judicial e extrajudicial. Em uma tentativa de evitar as fraudes, o Tribunal de Justiça de São Paulo criou o “selo de autenticidade” que é afixado nos documentos emitidos. A providência dificulta as fraudes, mas não as elimina. São constantes os registros de furtos de selos de autenticidade. Foram registradas ocorrências em que pacotes inteiros desapareceram das mesas dos escrivães.

COMO REGULARIZAR PENDÊNCIAS
A recomendação de todos os responsáveis pelos serviços de proteção ao crédito é que os interessados em regularizar pendências os procurem, sem intermediários, pois, sem burocracia e gratuitamente, receberão todas as informações e orientações necessárias. Recomendam, ainda, muito cuidado com os anúncios publicados na imprensa. Somente no período de 28 a 31 de julho deste ano foram colhidos 8 anúncios duvidosos em jornais de grande circulação. Nenhum deles traz endereço ou outro dado que possibilite sua localização. Os preços cobrados estão na média de R$500,00. São empresas fantasmas e sem razão social que se valem, principalmente, de telefones celulares para contato.

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