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Alli: primeira medicação para perda de peso sem necessidade de prescrição médica é aprovada pelo FDA nos Estados Unidos

primeira medicação para perda de peso sem necessidade de prescrição médica é aprovada pelo FDA nos Estados Unidos Fonte: clique aqui

No dia 8 de fevereiro foi aprovada, pelo FDA, a primeira medicação que não precisa ser vendida com prescrição médica para o tratamento da obesidade. O medicamento é fabricado pela GlaxoSmithKline, tem o nome de Alli e reduz a quantidade de gordura dos alimentos absorvida pelo organismo. É uma versão com a metade da dose do medicamento conhecido como Xenical, produzido pela Roche AG. Enquanto o Alli tem 60 mg de orlistat, o Xenical tem 120 mg desta mesma substância em sua composição.

O FDA (Food and Drug Administration) liberou o uso do Alli para adultos com sobrepeso e enfatizou que a medicação deve ser usada juntamente com uma dieta de baixa caloria, pobre em gordura e associada a uma prática regular de atividades físicas para que seja obtido um resultado satisfatório.

A embalagem do medicamento vem dizendo que, para cada 2268 gramas perdidos por dieta, o Alli pode ajudar uma pessoa a perder de 900 a 1360 gramas a mais.

Cerca de 28% dos usuários do Alli, nos estudos realizados, perderam 5 a 10 % de seu peso corporal por um período de 6 meses, comparados a 18% dos que receberam placebo.

O medicamento pode ser usado 3 vezes ao dia nas refeições. Ele age reduzindo em 25% a quantidade de gordura que o organismo absorve. A gordura não digerida é eliminada pelo intestino, o que pode causar efeitos adversos como gases ou eliminação de fezes com gordura. Uma dieta pobre em gordura reduz esses efeitos colaterais. As pessoas que vão utilizar esta medicação devem usar um polivitamínico ao deitar para evitar a perda de certos nutrientes, acrescenta o FDA.

Alli é o primeiro medicamento para perda de peso sem prescrição médica aprovado pelo FDA. O preço será de 2 dólares por dia e chega às lojas no verão americano. No Brasil, não há previsão de entrada da medicação ao mercado.

Pessoas que receberam transplante de órgão não devem usar esta medicação pelo risco de interações medicamentosas. Aqueles que usam anticoagulantes ou que estão sendo tratados para diabetes ou doenças da tireóide devem consultar um médico antes de usar o Alli.

O Xenical, da Roche, e o Meridia, do Laboratório Abbott, continuam sendo vendidos com prescrição médica e o laboratório Sanofi-Aventis espera a aprovação do Acomplia, outro medicamento para a perda de peso.

Fonte: Food and Drug Administration

‘Pílula antibarriga’ aumenta risco de suicídio

Acomplia deixaria pacientes propensos a se matar e mais ansiosos, dizem médicos.
Recomendação de junta é que medicamento seja retirado do mercado americano

Para comprar o Acomplia (Rimonabant) via Mercado Livre clique aqui

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL52792-5603,00.html

Uma comissão reunida pela FDA, a agência que regula a venda de fármacos e alimentos nos Estados Unidos, recomendou a suspensão da venda do moderador de apetite Acomplia (rimonabanto), informa a rede BBC Brasil. Produzido pela empresa francesa Sanofi-Aventis e criado para combater a gordura abdominal (a popular barriguinha), ele poderia aumentar o risco de suicídio, bem como estimular ansiedade, insônia e ataques de pânico.

A União Européia, a partir de agora, também deve avaliar a segurança do medicamento, que foi aprovado para comercialização no Brasil esse ano e, no momento, tem de ser importado. O remédio tem feito sucesso por causa da aparente capacidade de promover rápida redução de peso.

A conexão entre o Acomplia e os problemas de comportamento provavelmente tem a ver com sua ação no cérebro. Ao bloquear as “fechaduras” químicas do órgão que permitem que o corpo “saiba” quando está com fome, ele inevitavelmente também interfere com outros aspectos da mente. Efeitos colaterais comportamentais são comuns em outros moderadores de apetite.

Segundo a BBC Brasil, só no Reino Unido quase 40 mil pessoas já usam o medicamento de forma rotineira. De acordo com a junta reunida pela FDA, até pessoas sem histórico de depressão ficam mais sujeitas ao problema quando tomam o remédio. No entanto, os obesos são considerados um grupo de risco para depressão, o que aumentaria ainda mais o perigo.

A Sanofi-Aventis, fabricante da droga, disse que vai continuar a auxiliar a comissão de especialistas nas investigações sobre a segurança do Acomplia.

Acomplia, a pílula “milagrosa”

ONIBUS FRETADO AMERICANA SÃO PAULO!!!! VEJA EM:
http://classificasa.kinghost.net/batatafrita/?p=50

Postado em: http://classificasa.kinghost.net/batatafrita/?p=10

http://www.terra.com.br/istoe/1957/medicina/1957_poderosa_pilula.htm 

Os brasileiros empenhados em vencer a obesidade e seus perigosos desdobramentos têm um aliado novo e poderoso. Chega ao Brasil até o final de julho a primeira pílula que ataca de uma só vez a obesidade e os conhecidos e temidos vilões a ela associados. Além de combater a gordura, melhora o HDL, o colesterol bom que protege o coração, e diminui as chances de manifestar diabete, uma doença que se tornou epidemia mundial e que aumenta drasticamente os riscos de problemas cardíacos e circulatórios. O super-remédio, o rimonabanto, fabricado com o nome comercial de Acomplia, da gigante farmacêutica Sanofi-Aventis, é o primeiro de uma nova classe que combate todos esses problemas ao mesmo tempo, de um modo abrangente e inédito. Aprovado no final de abril pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, é considerado audacioso e com potencial para tirar muita gente do perfil de risco para doenças cardiovasculares, as que mais matam no mundo. O medicamento já tem venda liberada em países da Europa e aguarda autorização do FDA para entrar no mercado americano. Ao que tudo indica, será o mais novo blockbuster. O termo é aplicado para designar remédios de grande sucesso como os medicamentos Viagra e Cialis, para disfunção erétil, Lipitor, para redução do colesterol, e o anticoagulante Plavix.

Na prática, ele pode ser a esperada solução para pessoas que estão realmente muito acima do peso e para aqueles que convivem com alguns quilinhos, situados especialmente no abdome, e convivem com algum vilões cardiovasculares. Os mais comuns são a diabete tipo dois, adquirida ao longo da vida, e alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, outra das gorduras circulantes no organismo. “Quem soma esses três fatores de risco tem três vezes mais chances de ter um infarto”, diz o cardiologista Álvaro Avezum, diretor de pesquisa do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo. Quando esses sintomas aparecem em conjunto, caracterizam o que alguns especialistas chamam de síndrome metabólica. A lista, encabeçada pelo aumento da circunferência abdominal – a medida-limite é de 94 centímetros em homens e 80 para mulheres, inclui a pressão alta, baixos níveis de HDL, elevação do triglicérides (um tipo de gordura) e também da glicose no sangue, evidenciado a resistência à insulina, o hormônio que abre a porta das células para a entrada da glicose. No Brasil, essa sobreposição de sintomas possivelmente atinge três em cada dez pessoas.

Em várias frentes

A ação mais enaltecida do rimonabanto é sobre o acúmulo de gordura abdominal, aquela que muita gente insiste em chamar de barriguinha de chope. “A melhor indicação é para as pessoas que têm acúmulo de gordura abdominal. Ela se infiltra entre os órgãos e produz substâncias que aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Tudo isso estimula a elevação do colesterol e outros problemas”, explica o cardiologista Antônio Carlos Chagas, chefe do setor de aterosclerose do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo. No caso do diabetes, o efeito se explica porque a ação do remédio facilita o trabalho da insulina, o hormônio encarregado de levar o açúcar para dentro das células. “A diabete surge quando o pâncreas foi muito exigido e não consegue mais produzir insulina”, explica o médico Antônio Roberto Chacra, chefe do serviço de endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo.

A explicação para a ação múltipla e revolucionária do Acomplia é seu mecanismo inédito de ação. Ele usa um caminho já estudado, mas até agora jamais utilizado pela medicina como via terapêutica. Trata-se do sistema endocanabinóide, situado em uma área do cérebro que regula as emoções e que está envolvido em atividades importantes como a regulação do gasto e formação de estoques de energia e nas sensações de recompensa e prazer. A estrutura ficou conhecida na década de 1960 durante os estudos para entender onde a maconha agia no organismo. A pesquisa revelou que as substâncias ativas da Cannabis sativa, o nome científico da maconha, dirigiam-se a pontos específicos das células, os receptores CB1. Como uma chave que encontra a fechadura perfeita, o encontro das moléculas com os receptores dava o acesso ao sistema. Ou seja, garantia a ação da substância sobre ele. O avanço da pesquisa revelou a presença de receptores iguais a esses nos músculos, na gordura, no intestino e no fígado. Todos eles estão associados, de algum modo, aos mecanismos de controle das reservas energéticas do corpo. Quando são estimulados, avisam o cérebro de que está na hora de providenciar novo suprimento de substâncias que ativem os centros de prazer. Uma das manifestações dessa ativação é a famosa “larica”, o desejo de comer doces que acomete algumas pessoas depois de umas baforadas de cannabis. Feita a descoberta, os cientistas decidiram criar uma molécula com o poder de bloquear essas “fechaduras” da célula. Desse processo surgiu o rimonabanto.

A expectativa em torno do remédio é enorme e outras companhias farmacêuticas já estudam drogas que façam o mesmo percurso no corpo. Ainda que nas pesquisas iniciais ele tenha mostrado efeito emagrecedor e insinuado uma boa ação antitabagismo, os estudos mostraram que seu poder maior é sobre as gorduras. “O rimonabanto tem uma propriedade única, que é diminuir a formação de gorduras pelo organismo e aumentar a sua queima. Isso ocorre especialmente na gordura abdominal, que também melhora o controle das taxas de açúcar no sangue. Todos esses efeitos indicam que será de grande ajuda para prevenir doenças cardiovasculares”, explica o endocrinologista Amélio de Godoy Matos, do Instituto Estadual de Endocrinologia e Diabetes do Rio de Janeiro, que participa de estudos sobre o medicamento iniciados recentemente no Brasil.
Diante dos efeitos comprovados pelos estudos, vários médicos já receitam o Acomplia. O cardiologista Álvaro Avezum. “É um recurso valioso para diminuir as chances de pessoas com vários fatores de risco de terem um problema cardiovascular”, garante Avezum. Com a indicação, o executivo Miguel Teodoro da Purificação perdeu 12 centímetros de cintura, aumentou o colesterol bom e começa a ter mais controle da diabete. “Custou caro, mas eu mereço. Fiz um procedimento para desobstruir as artérias do coração e quero o melhor para me colocar em forma. Comecei até a fazer exercícios”, diz ele, que chegou a pagar R$ 395 reais por uma caixa importada com 28 comprimidos. “Minha expectativa é que o preço baixe ao chegar ao Brasil”, diz. Na verdade, o preço do Acomplia deverá ser estipulado dentro de 30 a 60 dias. A estimativa é que será cerca de 30% mais barato do que os valores cobrados pelas importadoras.

Os cuidados

Apesar de ter múltiplas ações, o Acomplia não é uma pílula mágica e tem seus efeitos colaterais. “Ele não pode ser tomado por pessoas com depressão e sintomas fortes de ansiedade”, explica a endocrinologista Maria Fernanda Barca, do grupo de tireóide do Hospital das Clínicas de São Paulo. A experiência da carioca Fátima Vasconcellos, da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, confirma o risco, indicado na bula. “Tenho um paciente que perdeu dez quilos com o rimonabanto, mas ele ficou deprimido. Queixou-se também de ficar irritado e perdeu o interesse por sexo. Realmente, não é indicado para pacientes com problemas psiquiátricos”, diz ela. A endocrinologista Fernanda tem mais de 70 pacientes usando o produto. Uma delas é Clara Elisabeth Rabinovich. Depois de tentar perder peso com muitos medicamentos diferentes, ela começou o tratamento com o Acomplia há seis meses. “Não sou muito gorda, mas preciso controlar o peso e domar o colesterol. Tomo estatina, mas ao usar esse novo medicamento perdi peso e barriga, o colesterol bom subiu e eu não sofri mudanças de humor como nas outras vezes”, explica ela.

Esperanças

Como ainda é um medicamento novo, os médicos não sabem ao certo por quanto tempo ele deve ser tomado. Para o endocrinologista Godoy, talvez venha a ser tomado regularmente e por tempo prolongado como as estatinas, os remédios milagrosos para controle do colesterol que se tornaram rotina para proteger o coração de milhares de brasileiros. “Como a obesidade é uma questão crônica, pode ser que seja tomado por longos períodos”, arrisca. Outros acreditam que ele pode normalizar o funcionamento do organismo. “Precisamos acompanhar seu uso prolongado. Por enquanto, tenho pacientes tomando há cerca de 120 dias”, diz o cardiologista Avezum.
Sempre que surge um produto como esse, todo mundo quer tomar. É o que acontece com a jovem carioca Karina de Melo, 20 anos, que deposita imensas esperanças na nova droga. “Gosto de comer arroz, lasanha e chocolate também é meu fraco. Como não faço exercício, não consigo emagrecer. Saí à família de meu pai, que tem tendência a engordar. Quem sabe esse remédio pode me ajudar. Só não sei se vou ter dinheiro para comprar”, explica. Outra grande dúvida é sobre os benefícios para mulheres magras que desejam livrar-se da incômoda barriguinha. Elas devem ou não pedir aos seus médicos que indiquem o remédio? “Depende. Não é um remédio para quem quer perder apenas dois quilos. Ele só pode ser recomendando para quem tenha algum outro problema como alterações nas gorduras do sangue”, explica o endocrinologista Chacra.

Dúvidas

O carioca Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, acha importante baixar um pouco a bola do remédio para que não chegue ao mercado como se fosse uma pílula mágica. Ele indica o produto para alguns de seus pacientes. “Outros medicamentos disponíveis podem ser tão eficientes como o rimonabanto. O sucesso do tratamento está relacionado com o diagnóstico correto dos fatores de risco e das características do paciente. Na verdade, nenhum remédio resolve o problema da obesidade, apenas ajuda na solução. Não existem milagres, como as pessoas gostariam. O mais importante é mudar os hábitos alimentares e manter a atividade física”, explica. Em outras palavras: é fundamental que o paciente também faça a sua parte.

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